quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Metamorfose do amor

Muito me assoma nessa vida
Que querer-te não me fez bem
Para que estar assim, sem saída,
De querer quem não se tem?

Não há querer que não se sinta
Nem amor que não se mude
Por mais que se minta
A dor pode ser a mais rude

No amor que se transforma
A dor pode criar tal forma
Que amar-te
Seja como odiar-te

E a cada metamorfose
Essa mudança será mais forte
Que o amor seja a dose
Exata para a morte

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Me diga

Me diga:
Há céu mais bonito
Do que o céu azul
Da nossa pátria?

Há mais bonito orgulho
Que amar onde se vive?
Que ter o seu próprio lar?
Poder dizer: aqui é meu lugar.

Amar essa terra,
Querer esse céu,
Sentir esse vento
Que sopra ameno.


Me diga:
Se há lugar melhor para ficar
Do que aqui, onde se pode amar?
O país onde você pode ser livre para andar?

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ausência

Tudo que me lembra você
Me faz esquecer
Que eu já te esqueci,
Que posso viver sem ti.

Te quero,
Te quis,
Te espero,
Me diz:

Um coração que não sofre de ausência,
Sofre de saudade?
E é tal intensidade
Que causa até demência?

Pois tal carência
Não pode ser normal.
Por que nosso amor
Chega a ser tão banal?