Muito me assoma nessa vida
Que querer-te não me fez bem
Para que estar assim, sem saída,
De querer quem não se tem?
Não há querer que não se sinta
Nem amor que não se mude
Por mais que se minta
A dor pode ser a mais rude
No amor que se transforma
A dor pode criar tal forma
Que amar-te
Seja como odiar-te
E a cada metamorfose
Essa mudança será mais forte
Que o amor seja a dose
Exata para a morte